Os Irish Travellers são tradicionalmente um povo nómada que vive na Irlanda e tem uma história tão misteriosa e complexa como a sua própria cultura. Têm a sua língua e vivem segundo um “código do viajante”, que os afasta dos demais - uma cultura dentro da cultura. No idioma Irlandês, os viajantes são conhecidos por Lucht Siúil, que significa “gente que caminha”. Não são ciganos e a sua existência não é normalmente conhecida fora da Irlanda, Grã-Bretanha e Estados Unidos.
Em “Leaving the Road”, o fotógrafo Dragan Tomas, concentra-se numa comunidade de Irish Travellers, que vivem em part-time no lado norte da cidade de Cork, na Irlanda do Sul. Com o seu trabalho, Dragan procura exprimir a sua profunda paixão pelos seus modelos e evidencia a essência do que os torna únicos como povo. Captando o sentido do corporal e do espiritual, comuns aos Travellers, o fotógrafo fornece igualmente ligações que revelam conexões humanas mais fortes, que se encontram em todas as comunidades. Dragan esforça-se por explorar esta cultura de formas profundamente pessoais que são visualmente poderosas, embora os momentos que perduram sejam muito difíceis de captar.
Ao criar “Leaving the Road”, Dragan ficou surpreendido pela forma tão séria como foi afectado por esta experiência. Sentiu-se seduzido por este povo misterioso, atraído por um inexplicável sentido de pertença, um sentimento de grande afinidade, com a forma de vida comunitária, impulsiva e muitíssimo humanística dos Travellers. De cada vez que atravessava a ponte que o separava do mundo dos Travellers e o levava de volta à sua vida, sentia-se pressionado, atraído a ficar e não regressar, à “comunidade instalada”.
“Leaving the Road” ilustra as complexidades desta comunidade única e vibrante, rude e itinerante, mas contudo apaixonada, directa e orgulhosa.