Amy Friend

"Assorted Boxes of Ordinary Life & Dare Alla Luce"

Assorted Boxes of Ordinary Life & Dare Alla Luce

Não estou particularmente preocupada em captar uma realidade "concreta" nas minhas fotografias. Eu pretendo usar a fotografia como um meio para explorar a relação entre o que é visível e não-visível. Tenho vindo a trabalhar há algum tempo na série Dare alla Luce; inicialmente tendo por base um conjunto de fotografias antigas, obtidas a partir de diferentes fontes. Na minha mais recente série de imagens, utilizei especificamente retratos fotográficos. Cada pessoa interage de forma diferente com a câmara; por vezes, o olhar é direto, mas também existem olhares que parecem vazios, oferecendo interpretações alternativas a estes retratos. Eu jogo com a luz e uso-a metaforicamente, umas vezes de uma forma mais brusca e em outras mais delicada, permitindo assim novas leituras. As imagens são permanentemente alteradas; elas perdem-se e nascem de novo, daí o título, Dare alla Luce, um termo italiano que significa, "dar à luz", em referência ao nascimento. As fotos foram tiradas de um arquivo de infância de filme super-8 e projetadas sobre espelhos velhos cobertos de poeira. As imagens resultantes deste processo focam-se em elementos específicos, ocultando ao mesmo tempo outros. Questionam a forma como interpretamos as fotografias, e as ficções inerentes à nossa perceção. Tiramos conclusões de sugestões visuais subtis — um gesto, um objeto, uma imensidão de espaço negativo — eu jogo com esses elementos, deixando espaço ao espetador para projetar, imaginar, e lembrar o passado. Quando experimentamos estes elementos visuais, que foram extraídos de um momento na história, a informação que percecionamos resulta mais das nossas próprias histórias do que das histórias dos retratados. Neste trabalho, eu exploro a superfície empoeirada dos espelhos. Diz-se que a poeira tem origem nas estrelas. As “atuais estrelas da noite” aparecem e desaparecem, como a oscilação do filme super 8 na superfície do espelho. As estrelas parecem paradas, mas elas estão em constante movimento. Essas imagens refletem mudança e continuidade; o movimento do filme super 8 é travado pelo ato de refotografar os momentos. A felicidade encontra-se nestes expansivos e pequenos detalhes da vida. Estes momentos resultantes do olhar para a imensidão das estrelas e para os pequenos detalhes da vida permitem fantasiar sobre tudo aquilo que é passageiro e o que é permanente.

Amy Friend

Amy Friend é uma artista canadiana com um registo de exposições a nível nacional e internacional. O seu trabalho explora a fotografia através do seu envolvimento com ideias relacionadas com a história, com a memória, e com arquivos (pessoais e anónimos) e ainda com fenomenologia. Ela trabalha com recurso à fotografia, desafiando os seus limites através de instalações e experimentação de material. Exposições recentes incluem Strange Cities, no Centro Cultural Onassis em Atenas, na Grécia; Dare alla Luce, na Galeria 555 (Boston); Assorted Boxes of Ordinary Life (Rodman Hall, Ontario, Canada) e Chronologues, no Museu de Londres (Ontário, Canadá). Futuramente, Friend terá exposições no Museu de Fotografia DongGang na Coreia do Sul, e no GetxoPhoto Festival em Bilbao, Espanha. O seu trabalho tem sido destacado em publicações selecionadas tais como: California Sunday Magazine (USA), Musee Magazine (USA) Virginia Quarterly Review (University of Virginia) e Supernatural (&Magazine, Israel).

Mosteiro de Tibães

Rua do Mosteiro - Mire de Tibães

O Mosteiro de São Martinho de Tibães, antiga Casa Mãe da Congregação Beneditina portuguesa, foi adquirido pelo Estado Português em 1986 e afecto ao Instituto Português do...

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Horário

Terça-Feira a Domingo | Tuesday to Sunday | 10h00—19h00

Horário de Inverno (a partir de 24 de Outubro) | Winter time (from the 24th of October) : 10h00 - 18h00

Mecenas Prémio Emergentes DST

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