Julia Braga

"Hipóteses para Indícios de Partículas Fundamentais"

Hipóteses para Indícios de Partículas Fundamentais

Estamos assistindo a elaboração de um cenário mundial catastrófico, em que a ideia de que o mundo feito para o ser humano é incoerente e inaceitável. Pelo contrário: o mundo e ser humano são incompatíveis e essa combinação não pára de avançar e estabelecer um processo de destruição (da natureza e da política) irreversível - o assombro se instaura, então, como experiência humana fundamental. Esse fenómeno pode ser chamado de Antropoceno, um conceito pós-metafísico que assume o “fim do mundo” como uma condição de existência - um mundo sem fundamentos absolutos em que toda unidade entre a ciência, arte e religião são fragmentadas. Ou seja, todo tipo de certeza que gera certa segurança ao ser humano passa a não existir mais. Como, então, falar de Felicidade diante de um mundo sem porvir? Talvez assumindo a angústia como condição humana, capaz de potencializar algum tipo de transformação num espaço “entre-fragmentos”. Relacionando essas questões com o conceito científico de partículas fundamentais que possibilitam o surgimento da matéria da qual todos nós surgimos, desenvolvi o trabalho “hipóteses para indícios de partículas fundamentais”. O trabalho parte da impossibilidade de conceber qualquer discurso da “verdade”, pois entendo que tanto os objetos como a própria linguagem são insuficientes para tal pretensão. Trata-se de um apanhado de imagens postas em enredos inusitados que lidam com a noção de ruptura e fragmentação. Ora em cenas quotidianas, ora em experimentos de ficção científica, um conjunto de imagens é posto em relação para pensar um grande sistema mito-físico em colapso.

Julia Braga

Nasceu em Fortaleza. Atualmente reside e trabalha em São Paulo-SP. Artista Visual, estudou Comunicação Social na Universidade de Fortaleza e Mestrado em Artes na University of Arts London em Graphic Moving Images. Desde 2009 vem participando de exposições coletivas no MAC - Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (2009), Museu da Casa Brasileira (2009) , The Well Gallery (2009), Universitatät der Künste Berlin (2011) e Candid Arts Galley (2012). Participou da Brighton Photo Fringe 2013, Mostra Triangulações 2015, Festival Outono Fotográfico - Galicia (2015), Encontros de Agosto 2015. Recentemente ganhou o prémio na Temporada de Arte Cearense - 2015 e no 67º Salão de Abril (2016).

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O Mosteiro de São Martinho de Tibães, antiga Casa Mãe da Congregação Beneditina portuguesa, foi adquirido pelo Estado Português em 1986 e afecto ao Instituto Português do...

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