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Alice Smeets

"The Ghetto Tarot"

The Ghetto Tarot

The Ghetto Tarot é uma interpretação fotográfica do tradicional trabalho de tarot no gueto. As cenas são inspiradas no baralho tarô Rider Waite Tarot (originalmente criado em 1990 pelo artista Pamela Colman Smith) e reproduzidas em conjunto com o grupo artístico Haitiano chamado Atis Rezistans (artistas resistentes) no interior das favelas haitianas usando apenas material que conseguimos encontrar ou criar localmente.

O nosso objetivo é de destacar a criatividade e a força dos cidadãos do Ghetto e estamos certos de que dentro deles vive uma riqueza de ideias inovadoras para dissolver o circulo da dependência e vitimização, que irão eclodir quando o mundo passar a olhar mais para as suas aptidões e capacidades do que a para as suas carências. Os Atis Rezistants estão a reivindicar a palavra Ghetto, libertando-se eles mesmos do sentido depreciativo subjacente a ela e transformando-a em algo belo. O seu ato de adequar uma palavra repleta de sentimentos desfavoráveis alterando o seu significado, é um ato de inspiração. Este compromisso por parte dos Haitianos, fez-me perceber que se encontra dentro de nós o poder de atribuir valor ou julgamento em relação a uma coisa tangível ou intangível, que gera uma emoção positiva ou negativa. Se percebermos, que ao olhar para a destruição podemos escolher ver desespero ou escolher ver o começo de algo novo, podemos mudar o significado de cada palavra, ação ou emoção. Isso é algo que aprendi com os artistas Haitianos e que em conjunto estamos a partilhar com o mundo através do The Ghetto Tarot.

E o que é o tarot senão a confrontação dos nossos sentimentos e emoções?

Alice Smeets

Fotógrafa. Jornalista. Cineasta. Artista. Gestora de projetos. Professora. Estudante. Fotojornalista de casamentos. Viajante. Não é possível descrever numa só palavra aquilo que faço. Sigo o meu coração e concretizo os meus sonhos e as minhas ideias. Sempre em busca de abrir os olhos às pessoas para o que está verdadeiramente a acontecer no nosso mundo, e ao mesmo tempo expondo a beleza para que a mudança possa acontecer. Tive a sorte de ser assistente de um dos maiores fotojornalistas do século passado, Philip Jones Griffiths, que me ensinou valiosas lições de fotografia e de vida. Desde 2007 que tenho viajado e vivido no Haiti para documentar, através da minha câmara, o país e o seu povo, e através desta observação adquirir conhecimento sobre a espécie humana. Em 2010 co-fundei uma organização sem fins lucrativos chamada Viv Timoun com projetos no Haiti. Recentemente, dirigi o meu primeiro documentário intitulado “AIDependence”, demonstrando a influência negativa da indústria de apoios no povo Haitiano, usando o Haiti como exemplo para os acontecimentos dos países mais desenvolvidos.

B-Lounge da Biblioteca Geral da U.Minho - Campus Gualtar

Variante de Gualtar, 4710-057 Braga

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