2010 Edition

  • APRESENTAÇÃO

    A fotografia de paisagem funde-se com a própria história do medium, com importantes consequências nos restantes territórios das artes visuais.Com o surgimento da fotografia, inicia-se a construção de um vasto arquivo sobre a representação da paisagem. As viagens de exploração do século XIX dos vários continentes, a revelação de sítios exóticos, a expansão ferroviária nos Estados Unidos, constituem alvos de obsessivos registos.A partir de 1860, certas instituições francesas e inglesas, o exército e a marinha, financiam a acção de fotógrafos exploradores, facto conducente à colecção de importantes fundos documentais. Esta crescente exploração fotográfica, criada em diferente tipo de registos, mistura paisagem natural e arquitectura histórica, como são as obras de Bayard, le Secq, Baldus e le Gray, após terem participado na missão heliográfica de 1851.A visão fotográfica evolui de forma similar em diferentes países desde os seus percursores, que nos propõem modelos de cariz pitoresco: Roger Fenton em Inglaterra, Gustave le Gray em França, Robert Mac Pherson em Itália, Francis Frith no Médio Oriente e, nos Estados Unidos, a obra de Timmothy O’Sullivan destaca-se pela força telúrica dos lugares desérticos e hostis que fixou.Ao longo do século XX o olhar sobre a paisagem vai evoluindo de acordo com as preocupações e interesses de cada época, culminando em 1975 com a exposição “New Topographics: Photographs of a Man-Altered Landscape” que sintetiza novos modelos fotográficos de representações de uma paisagem que não se encontra, de todo, separada das gentes e suas actividades. São imagens que apresentam espaços mistos, entre o natural e o urbano, que nos advertem para a fragilidade dos ecosistemas e a exploração dos recursos naturais. Paisagens novas que revelam urbanizações recentes, estradas e fábricas.Através do projecto que se apresenta, pretendemos observar as representações da paisagem após a viragem do século e revelar os olhares da actualidade.

  • HISTORIAL

    A primeira edição do Festival Encontros da Imagem surgiu em 1987. Na época, o panorama fotográfico nacional era bastante restrito com um reduzido número de autores e exposições. Por outro lado, o ensino e a reflexão em torno do médium fotográfico eram igualmente escassos. Assim, os fundadores do festival procuraram preencher essas lacunas, apresentando em Braga alguns autores clássicos, fundamentais ao conhecimento e compreensão da História da Fotografia, ao mesmo que se davam a conhecer nomes essenciais da contemporaneidade. Paulatinamente, a associação foi alargando os seus objectivos, que hoje poderemos sintetizar em três grandes linhas: divulgação, formação e animação sócio-cultural.

    O FESTIVAL

    O Festival Encontros da Imagem pretende confrontar e reflectir em torno das actuais propostas temáticas da fotografia: desde os conteúdos documentais, essências ao registo e compreensão do tempo presente, até aos que exploram e incorporam de forma criativa as novas tecnologias da imagem.Paralelamente às exposições apresentadas os EI esforçam-se por representarem uma plataforma de promoção de autores menos conhecidos através da leitura crítica de portfólios – Emergentes | DST.Conscientes da importância de atingir maiores audiências, são igualmente programadas actividades para o grande público, dentro de padrões lúdicos e pedagógicos: concursos, projecções, actividades formativas.

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