Em ritmo de quase obsessão pelo espaço, Tito Mouraz propõe uma evocação dos lugares, onde as coisas acontecem, crescem e florescem, uma vez que o espaço é, em toda a sua definição, mais genuíno, original e infinito.
É nestes espaços que os mais diversos ?objectos? emergem ou estancam, criando uma espécie de simbiose entre estes dois fenómenos. São estes ?objectos? que muitas vezes dão vida aos espaços através de uma força superior e divina. Apesar da ambiguidade destes preenchimentos, é necessário ter em conta que a beleza das coisas está na sua essência, e que, muitas vezes, uma velha furgoneta em estado de putrefacção no meio duma ravina pode ter a sua beleza.
Através da inserção de ?objectos?, perfeitamente banais e do comum quotidiano num espaço, Tito Mouraz faz sobressair a alma desse ?objecto? representado, como se, e de forma muito natural, abraçasse e criasse desde já um laço quase indissociável com a própria paisagem.