Duarte Amaral Netto

"Do que nos lembramos quando nos lembramos de nós"

Do que nos lembramos quando nos lembramos de nós

Em 2006, Duarte Amaral Netto começou a desenvolver um álbum de família constituído por transferências de película instantânea para cadernos Moleskine. Neste trabalho Amaral Netto pretende pensar como pode nos dias de hoje ser tratada a fotografia de família, numa época em que os ficheiros digitais substituiram a película e o papel. De facto o conceito de álbum de família está hoje muito diluído, talvez surja na forma de um qualquer livro encomendado e realizado on-line, mas o álbum como o conhecemos, feito em dossiers específicos ou outra solução mais artesenal, está a desaparecer assim como a impressão dessas mesmas fotografias. Por outro lado acumulam-se imagens em discos rígidos com denominações imperceptíveis e difíceis de localizar quando necessário. Em Do que nos lembramos quando nos lembramos de nós, apresentado pela primeira vez em 2010 na Galeria Baginski em Lisboa, o enfâse encontrava-se no papel das imagens vernaculares como como constiuintes da memória mostrando ampliações de uma pequena selecção das páginas do álbum. Nesta mostra o espectro é mais alargado incluíndo os álbuns e uma pequena escolha das fotografias instântaneas. Este projecto continua em desenvolvimento

Duarte Amaral Netto

Duarte Amaral Netto (Portugal, 1976). Iniciou o seu percurso académico no curso de Direito, transferindo-se depois para o curso de Comunicação Cultural que concluíu em 2003. Neste ano teve duas exposições individuais na Holanda (MK Galerie – Roterdão, e Nouvelles Images – Haia), e outra em Lisboa na Galeria Promontório como parte integrante do circuito paralelo da LisboaPhoto. Foi também em 2003 que lhe foi atribuído o Grand Prix du 48eme Salon de Montrouge, em Paris. Após a conclusão do Curso Avançado de Fotografia do Ar.Co, em 2000, começou a trabalhar com o Módulo – Centro Difusor de Arte, onde expôs individualmente em 2002, 2005 e 2006. Em 2005 participa no Curso de Fotografia do Programa Criatividade e Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian. Neste curso de especialização, coordenado por Sérgio Mah, teve como professores Stephen Shore, Thomas Demand, Patrick Faigenbaum, Joan Fontcuberta, Ute Eskildsen, Paul Wombell e Teresa Hubbard/Alexander Birchler. Em conjunto com os outros participantes do curso formou o colectivo DOZE que, entre outras acções, desenvolveu o projecto de residência Paisagem e Povoamento I (em Sines) e Paisagem e Povoamento II (em Montemor-o-Novo) onde trabalhou em dupla com Rodrigo Tavarela Peixoto. Das suas exposições colectivas destacam-se em 2004: On Side, no Centro de Artes Visuais (Coimbra), e Casa de Luz, Fundacion Foto Colectania (Barcelona); em 2005, Uma Extensão do Olhar, no Centro de Artes Visuais (Coimbra); em 2007, Homo Migratius, na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa); em 2009, Identity in Motion, na MK Galerie (Berlim); e em 2010, Impressiones y Comentarios – Fotografia Contemporânea Portuguesa, na Fundacion Foto Colectania (Barcelona), e Do outro lado do Atlântico, no Centro de Artes Helio Oiticica (Rio de Janeiro). Lecciona no Curso de Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar desde 2003 e é representado pela Galeria Baginski (Lisboa) onde apresentou em 2010 Do que nos lembramos quando nos lembramos de nós. Em 2012 foi nomeado para o prémio BES PHOTO 2012.

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