Lucia Herrero

"Tribos"

Tribos

“Tribos” é uma análise social, um retrato cru da sociedade ocidental. Grupos de famílias e amigos instalam-se à beira mar equipados para passar um dia ao sol. Tudo isso, disposto harmoniosamente, parece um poema aos costumes, que revela, por meio do humor, a cor e a ternura, a profundidade de uma sociedade. Estas fotografias de grupos atuais na praia, inspiram-se em retratos de estúdio de antigas tribos que posavam com orgulho, trajando as vestes tradicionais, junto aos objetos mais apreciados. Céu e mar constituem o cenário pintado do estúdio e a areia parece salpicada no pavimento. A iluminação e teatralidade do grupo adicionam um elemento de fantasia aos retratos de gente real nos seus ambientes naturais. Isto vem enaltecer uma situação banal, elevando-a ao estado de exceção. Denomino esta forma de fotografia social, “Antropología Fantástica”. Esta série fala da condição humana, num momento de férias pacíficas, do seu orgulho por lá estarem, das suas honestidade e vulnerabilidade. O ambiente objetivamente limitado oferece um perfeito extrato do essencial. Este retrato da “Tragicomédia Española” tem a intenção de levar a muitas e diferentes interpretações. Por um lado fala da classe média Ocidental, que sofre atualmente de uma crise de identidade originada pela atual situação económica. Estas imagens levam-nos a pensar naquilo que está em mudança e no que permanecerá. Por outro lado, constituem um desafio ao conceito de beleza de hoje. As imagens foram feitas ao longo da costa Espanhola e pediu-se às pessoas que participassem in situ. Dez minutos, para configuração de flashes, balanço de cor, formas e hierarquias. Tudo isso se dissolve, deixando como único testemunho um retrato de grupo, uma pintura poética… uma alegoria humana. Com a minha fotografia desenvolvo quilo a que chamo “Antropología Fantástica”. Faço retratos ao estilo documental e teatral, de pessoas e grupos, com fantasia e elementos dramáticos. É um evento fotográfico em que os atores se interpretam a si próprios. Outros projetos de Antropología Fantástica são: Species, Equation e PORC-no- GRAPHIC.

Lucia Herrero

Lúcia Herrero (Madrid, 1976) estudou Arquitetura na Universidade Politécnica de Madrid, Fotografia na CEV (Madrid), FOTOGRAM (Amsterdam), IEFC (Barcelona), e Teatro Físico (tendo Jacques Lecoq como técnico) - em Barcelona. O estudo destas três áreas artísticas bem como as suas viagens pelo mundo, fizeram de Lucía a artista que hoje é. Lucía é uma fotógrafa emergente cujo trabalho obteve muitos prémios internacionais e o seu estilo de fotografia documental/artística interessou curadores e editores de todo o mundo, os quais exibiram as suas fotografias internacionalmente. Ao longo dos dois últimos anos, desenvolveu uma abordagem à fotografia documental à qual chamou Antropología Fantástica. É uma mistura de ciência social com intervenção artística. Retrata pessoas e culturas, com elementos tanto dramáticos como fantásticos. Os retratados são sempre pessoas reais, nunca atores. Trata-se de um evento fotográfico em que os sujeitos se auto interpretam e no qual Lucía os dispõe nos espaços, como se de notas numa pauta se tratasse. Em cada um destes ensaios é feita uma análise social, mas também uma pesquisa teórica e uma reflexão sobre a linguagem visual e as diferentes abordagens que podem fazer-se a este tema. Os seus quatro mais recentes projetos são: “Tribes”, “Species”, “Equation”, “PORC no GRAPHIC” e “Reindeer-Man”.

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Variante de Gualtar, 4710-057 Braga

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