Carla Cabanas

"Quid pro quo"

Quid pro quo

O vídeo começa com uma imagem a preto e branco que depressa se percebe que é a filmagem de uma fotografia. Esta fotografia é facilmente reconhecível como sendo uma fotografia de família, com todo simbolismo implícito, criando uma relação directa com a ideia de preservação da memória.A minha mão entra no campo da filmagem segurando um x-acto para começar a raspar a fotografia. Apagando a imagem, através do acto de raspar dou mais intensidade e importância ao gesto.Existe um lado cru na apresentação desta obra que tenta demonstrar um ambiente íntimo de trabalho, directo, sem a utilização de artifícios estéticos, encenações ou ensaios. Contudo, o que está a acontecer não é somente um raspar/apagar da imagem, mas a sua transformação numa outra coisa. Através da construção de um desenho, sobre um fundo que já tem informação, crio uma imagem sobre uma imagem. Quando transformo uma na outra; quando transformo uma através da outra; quando troco uma pela outra aproximo-me do conceito de "quid pro quo" (tomar uma coisa por outra).E nesse momento o vídeo passa a falar também do próprio processo de criação do desenho que inclui as hesitações, os enganos e as pausas para pensar.

Carla Cabanas

Carla Cabanas (Lisboa, 1979) Pós-graduação em Produção e Criação em Artes Tecnológicas, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa. MOBILEHOME - Curso Experimental de Arte Contemporânea, Lagar Portas do Céu, Loulé. Curso de Fotografia – 2ª Edição, Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. Curso Avançado, Escola Maumaus-Escola de Artes Visuais, Lisboa. Licenciatura no Curso de Artes Plásticas, E.S.A.D., Caldas da Rainha

Local da Exposição

Teatro Gil Vicente

Mais informações brevemente.

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