Marcelo Buainain

"Moksha"

Moksha

Moksha é um termo sânscrito que na crença hindu representa a libertação do ciclo do renascimento - vida e morte. O dicionário Wikipédia o define como a transcendência do fenômeno de existir, de qualquer senso de consciência do tempo, espaço e causa (karma). Significa a dissolução do senso do ser individual, ou ego, e a avaria total do nama-roopa (nome-forma). Esta série fotográfica denominada Moksha se trata de um recorte do premiado projeto “Índia Quantos Olhos tem uma Alma”, desenvolvido no final dos anos noventa pelo fotógrafo brasileiro Marcelo Buainain, na época radicado em Lisboa. Diante de uma sociedade moderna cada vez mais imersa nos emaranhados de valores duvidosos, a narrativa visual exibida através da mostra Moskha é um convite à reflexão sobre as amarras que nos têm impossibilitado o auto conhecimento e a tão desejada libertação.

Marcelo Buainain

Marcelo Buainain, nasceu em 1962 na cidade de Campo Grande, Estado do Mato Grosso do sul – Brasil. Enquanto acadêmico de medicina abandonou o quinto ano do curso para se dedicar exclusivamente ao mundo imagético. Hoje é pai, fotógrafo e documentarista. Na década de noventa em busca de novas experiências fixou residência na Europa onde trabalhou como free lancer para publicações brasileiras e europeias. Neste período abraçou a fotografia documental publicando três livros, com destaques para as obras “Bahia – Saga e Misticismo” e “Índia Quantos Olhos tem uma Alma” que recebeu em 1998 o Prêmio Máximo conferido pela II Bienal Internacional de Fotografia da Cidade de Curitiba. Realizou diversas exposições individuais e coletivas e nos anos 80 com o apoio da Funarte coordenou a I e II Semana Campograndense de Fotografia. Dotado de um olhar que revela equilíbrio entre o apuro estético e o aspecto documental, em 2009, foi um dos sete fotógrafos convidados para compor a mostra coletiva Bressonianas, realizada em São Paulo, em paralelo a uma grande retrospectiva em homenagem ao consagrado fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson. No ano de 2002 Marcelo Buainain regressou ao Brasil fixando residência no nordeste do país e recebe a Bolsa Vitae de Arte para desenvolver o projeto “Brasil: a Religião e o III Milénio”. A procura de novas linguagens renuncia a fotografia e se lança no universo do áudio visual dirigindo o premiado documentários “Do Lodo ao Lotus” e Hermógenes – Deus me Livre de Ser Normal, este produzido para a TV Cultura no âmbito do II DOCTV. Em 2011, a revista brasileira PhotoMagazine incluiu Buainain entre os dez fotógrafos brasileiros da década e é neste ano que ele retoma a fotografia publicando o seu quarto livro, Mi Amas Vin, obra contemplada em 2013 no concurso internacional POY (Picture of the Year) Latam com a Menção Honrosa do Juri na categoria de Melhor Livro do Ano. Com a série Retratos de Família recebe, em 2012, na cidade de Paris o Prêmio Martín Chambi de Fotografia com uma exposição na Galerie VU. Neste mesmo ano, na Argentina, a obra do fotógrafo é também contemplada com I Prêmio Latinoamericano de Fotografia conferido pelo Centro Latino Americano. Em 2013 a série sobre A Cultura dos Mutilados é premiada na Colômbia no âmbito do XIX Concurso Latinoamericano de Fotografia Documental - Los Trabajos y los Días.

A Pequena Galeria

Avenida 24 de Julho 4C, Lisboa, Portugal

A Pequena Galeria é um projecto colectivo que ocupa um pequeno espaço de exposição, informação e comercialização de arte, tendo a fotografia como interesse preponderante....

Mais informação

Horário

Quarta a Sexta — 18h00-20h00 | Sábado — 16h00-20h00

Quarta a Sexta — 18h00-20h00 | Sábado — 16h00-20h00

Apoios Institucionais

Braga UM DGArtes GovernoPortugal