Berto Macei e José Romay

"Outono Fotográfico"

Outono Fotográfico

Os Encontros da Imagem inserem-se, do ponto de vista geográfico, numa região das mais jovens da Europa e próximo da Galiza o que lhe confere a potencialidade de uma vasta audiência com todos os benefícios daí resultantes. Sublinhe-se, neste aspecto a parceria com o Festival “Outono Fotográfico”, festival galego de fotografia de Ourense, cujas relações passam pela itinerária e circulação de exposições entre ambas as cidades, o que representa um acrescido ganho de público.

Fruto desta parceria, apresentamos os projetos dos autores Berto Macei e José Romay, vencedores da II edição do Prémio Galiza de Fotografia Contemporânea.

Macei constrói o que recorda as “frames” do período clássico do Film Noir, libertando-se do complexo que supõe repetir uma gramática usada desde a década de 40 e nascida logo após a depressão do 29. A própria nomenclatura que envolve as imagens que nos apresenta é clara, aliás como cada recurso que emprega na linguagem visual, cada elemento que fotografa, ou o caráter solitário que evoca a quem vê as suas fotos, que relembra fielmente os estilos e as técnicas de diretores como John Huston, Robert Siodmak ou Charles Laughton. Nesta série fotográfica, o autor entende perfeitamente o que disse James Monaco em American Film Noir, referindo que o Film Noir não é um género per se, mas um estilo visual. Portanto, nas sua fotos podemos ver claramente uma estética fortemente influenciada pelo expressionismo

O neo-documentalismo também se apropria da linguagem clássica deste género para manipulá-la, tal como acontece nos contemporâneos americanos de Romay, como podemos ver neste trabalho. O autor explora os limites entre o rural e o urbano, o construído e o natural. Articula uma análise bem diferente às que se têm feito do espaço comum de Espanha. Jose Romay apresenta em Rururbania Salnés um território hostil onde os limites entre o verde e o cinzento se foram desprendendo para dar lugar a tons alaranjados que aproximam o humanizado ao selvagem, e que misturam o industrial com o habitável. Como já foi feito por Robert Adams ou Stephen Shore para o libro New Topographics na América do Norte na década de 70, Romay retrata uma Salnés real procurando essa suposta comparação paisagística que havia visto com frequência no território. As imagens de Rururbania impõem-se com um brilho de uma luz californiana que contrasta ironicamente com o desastroso azul acinzentado que absorve a zona mais turística de Espanha.

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