Jordi Burch

"Havia Sol e Éramos Novos"

Havia Sol e Éramos Novos

Quando veio morar para o Brasil, em 2008, começou a perceber o seu país como um espectro: com a distância, Portugal passou a ser, em si, a presença de uma ausência. O projeto “Havia Sol e Éramos Novos” partiu da vontade de voltar às pessoas e lugares que constituem aquilo que considera sua casa. A partir de 2010, visitou Portugal algumas vezes para voltar a essas referências afetivas. Se o objetivo inicial era o de ligar-se àquilo que havia de mais particular na sua relação com o país, deu-se conta de que as imagens ali tomadas se deixavam penetrar por uma atmosfera melancólica que dizia respeito à coletividade nacional. O casal Guillaume e Sandra e seu filho Gabriel, por exemplo, foram fotografados em seu apartamento vazio, no dia em que deixariam Portugal devido à forte crise económica que o país atravessava. Passados dois anos de ter concluído as fotografias, e sem nunca tê-las mostrado aos seus amigos retratados, pediu-lhes que escrevessem uma carta a comentar sua vida à época em que os fotografei. As figuras e cenários que protagonizam as fotografias pertencem à sua história íntima. Porém, carregam a nostalgia de um estrangeiro. Assim, embora haja, nesse trabalho, a expressão de um desejo de voltar para casa, algo ali parece estar sempre a despedir-se.

Jordi Burch

Nascido em Barcelona no ano de 1979, Jordi Burch foi para Lisboa com quarto anos. Hoje vive em São Paulo.
Membro do coletivo de fotografia - Kameraphoto - desde 2007.
Estudou fotografia no Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual. Tem trabalhos publicados nas revistas: Grande Reportagem, National Geographic, Playboy Brasil, Playboy Russa, Expresso, revista Pública, Revista Visão, Egoísta, Trip, Tpm, Serafina (folha de São Paulo), Courrier International, Santa Art Magazine, Financial Times Weekend Magazine, Le Monde e Granta.
Em 2008 passa a dedicar-se mais ao seu trabalho autoral. Destacando: “Neighbourhood”, Bienal de Arquitetura de Venza (2016); Exposição “Fotos Contam Fatos” com o livro “Havia Sol e Éramos Novos”, Galeria Vermelho São Paulo (2015); “Artistas Convidados”, no Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa (2014); "Se não me Engano, faz Angola”, Plataforma Revólver, em Lisboa(2014); "O Rosto da Paisagem”, Museu AfroBrasil, em São Paulo, juntamente com o escritor Ondjaki (2013); “Sacrifício”, Encontros da Imagem em Braga (2012); “Hospital”, colectiva no Hospital Miguel Bombarda (2012); "Um Diário da República”, Fundação EDP no Porto e PhotoEspaña - Cuenca (2011); “Processo”, exposição individual Kgaleria Lisboa (2011); "O Rosto da Paisagem" individual com textos do escritor angolano Ondjaki, no Centro Cultural de Luanda (2010); " A State of Affairs”, colectiva na galeria Plataforma Revólver, em Lisboa (2009); "Labirinto de Miradas”, Casa da Espanha, México (2009); "Labirinto de Miradas”, Galeria Olido, São Paulo; "Labirinto de Miradas”, Freedom Tower Art Show, Miami (2009); New Life Berlin Contemporary Art Festival, Berlin(2008); "Amor Cachorro”, individual na Galeria Nara Roesler, em São Paulo (2008); "Estamos Juntos”, individual na Casa Fernando Pessoa (2007).
Em 2012 fez parte da residência artística - Triangle Network / Xerem, em Lisboa. Em 2014 fez residência artística no Museu Nacional de Arte Antiga, na mesma cidade.

Casa-Museu Soledade Malvar

5 de Abril 104, 4760-101 Vila Nova de Famalicão

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Horário

Terça a Sexta das 10h as 17h30

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