Renée Chabot

"Multiverse"

Multiverse

“Multiverse” adota a teoria física de que infinitos universos existem incluindo o nosso. Explora-se aqui a ideia de mente-espaço individual como um universo paralelo de potenciais expandidos para valorizações e emoções sustentáveis. Pensamento, emoções e matéria inseparavelmente ligados são encruzilhadas cósmicas, como átomos, aparecendo e desaparecendo, onde tudo pode acontecer e transformar. Pensamentos transformam-se em algo: sistemas de pensamento e crença confrontados explosivamente e em constante mudança desafiam o nível social, cultural e individual da existência e da consciência.
O perpétuo acelerar da mecanização tecnológica repete a velha promessa da oferta de mais “tempo livre” para “desfrutar” mais a vida. Promessas, que seduzem os seus consumidores, enquanto estes são hiperestimulados e bombardeados com uma cacofonia de imagens e informação. No entanto a necessidade arcaica de contemplação e de ligações simples e naturais permanecem inalteradas desde a idade da pedra.
Fotografias diretas e com multiexposição são exibidas juntamente com fotografias reconstruídas, dispostas em foto esculturas tridimensionais, holográficas e translúcidas. As esculturas são visíveis por todos os lados e mudam, dependendo do ponto de vista do espectador. Arquitetura e retratos são combinados com sombras, luz, reflexões e vazios: o efémero, a enfatizar a presença da materialidade, bem como a impermanência desmaterializada do físico a sugerir uma mudança nos aspetos emocionantes e invisíveis da vida.

Renée Chabot

Renée Chabot é uma artista suíço-holandesa com experiência em fotografia documental, e ainda um mestrado em arquitetura feito na Universidade Suíça de Tecnologia, ETH-Zürich.
Trabalhando como designer de luz, criou uma escultura construtivista de uso doméstico de iluminação, baseada em camadas de rede que dissolve visualmente os espaços interiores; este sistema foi produzido e distribuído na Europa de 2001 a 2011. O conceito de camadas estende-se pelo seu trabalho fotográfico, no qual tenta desmaterializar as fronteiras entre o efémero e o tangível. Inspirada pelas suas experiências internacionais de vida pessoal e profissional nas áreas da fotografia, arquitetura e luz, Renée considera as diferenças culturais e antropológicas simultaneamente estimuladoras e reveladoras, como uma arqueóloga.
Observações comparativas de motivação humana e da identidade pessoal são também um fascínio para Chabot, refletindo-se no seu trabalho. A sua longa demanda pessoal é encontrar essa ligação inseparável entre mente e matéria, ficção e realidade.

Casa Rolão

Avenida Central, 118-124, 4710-229 Braga

Casa construída na primeira metade do século XVIII, apresentando uma fachada de dois pisos, representativa do gosto rococó. Possui quatro portas no piso térreo e quatro janelas...

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