Piotr Zbierski

"Push the Sky Away"

Push the Sky Away

Traços e costuras do que existia antes da imagem.
A arqueologia não é uma reconstrução linear, mas o reconhecimento da coexistência dos tempos. Tempo mental e real, visando a obtenção da estrutura que questione a existência; a existência do presente resultante de um cruzamento antropológico feito durante séculos. Uma estrutura que agora respira, mas que está totalmente coberta com cinzas de antepassados.
Prende-se com a tradição das emoções, rituais, concisão e comportamento, que circulam numa área comum, à qual a fotografia tem acesso. Eu vejo-o como um tempo não-linear, como a unificação dos diferentes estados da matéria. É óbvio que micro-movimentos resultantes da prece individual ou da tentativa de alcançar um júbilo transcendental, têm sido orientados por noções de tempo completamente diferentes. Eu quero falar sobre as origens comuns que se encontram na natureza, dos seus poderes e da sua observação. A estrada de volta para a aldeia primitiva? Tão lamacenta quanto a democracia pós-moderna que falhou. Neo – primordial.
O meu interesse foca-se na forma como o corpo e o interior (será coração??) reagem aos estados emocionais. Que separa uma parte comum, que não depende de tempo e de cultura. O mundo e a humanidade não podem ser reinventados - são demasiado velhos; a água não é o lugar para o escorpião porque tudo é interdependente. Certamente que não confio na virtualidade dos dias de hoje. Para mim é como se a sombra que guia a noite incendiasse luminescência. É sabido que é temporário, como as sopas chinesas instantâneas, que são saborosas, mas não é possível sobreviver alimentando-se delas. Bem, a menos que nos estejamos a referir a quem as vende, mas este é um tópico diferente. Tudo na fotografia se prende com tomar a direção certa.
De certa forma cada um de nós começa e termina a vida de forma primitiva. Focando no sentido de tato que nos orienta na atualidade, permitindo sentir os elementos comuns da natureza através dos seus próprios pés e terminações; movimento natural - tão bem conhecido, mas contrário à noção de desenvolvimento humano. O mundo é demasiado velho para esses jogos, o mundo em coexistência.
No fundo, no meu ponto de vista, a fotografia é um encontro sensual com as pessoas.

Piotr Zbierski

Piotr Zbierski (nascido em 1987) tem um doutoramento em fotografia pela Escola Nacional de Cinema. Em 2012 ganhou o prestigiado prémio para jovem fotógrafos Leica Oscar Barnack Newcomer Award. O seu trabalho foi nomeado para o prémio Deutsche Börse Photography Prize e foi selecionado em muitos outros prémios (Les Nuits Photographiques 2012, Terry O'Neill Award) com a sua série “Pass By Me”.
As suas obras fazem parte das coleções do museu Kiyosato Museum of Photographic Arts e do Musee de Elyse.
Vive e trabalha em Lodz.

Casa Esperança

Rua de Janes, 7-13, Braga, Portugal

Casa comercial do ramo do louças domésticas e objetos decorativos, vidros, cristais, louças sanitárias, mosaicos e azulejos, sita na Rua de Janes, nº7-13. Foi fundada em 1887...

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