Serviço Educativo

Serviço Educativo

 

Serviço Educativo

 

Lápis Mágico

(oficinas para publico familiar dos jovens aos domingos)

Formadores – Adriano Borges, Carla Bacelar e Mafalda Ruão

O serviço educativo a desenvolver no âmbito da 28ª Edição dos Encontros da Imagem contará com a colaboração da PAVAC – Passos Audiovisuais, Associação Cultural, que desta forma se associa à iniciativa. A atividade será asegurada pelo formador/monitor Adriano Borges, que irá explorar os fenómenos químicos e físicos envolvidos no processo fotográfico. Conforme programa que a seguir se apresenta:

O nome de “Lápis Mágico” surge como uma referência a William Henry Fox Talbot e ao primeiro foto-livro alguma vez editado “O Lápis da Natureza” e também ao livro “O Lápis Mágico” onde são revelados um conjunto de textos oitocentistas em que se revelam os avanços e recuos que levaram ao apuramento da técnica fotográfica que permitiu enfim que os objectos da natureza se representassem a si mesma sem o auxilio do lápis do artista.

O serviço educativo será direcionado para uma audiência mais jovem, que nos tempos actuais não contacta com os fenómenos em torno do registo fotográfico, dada a facilidade atual de se obterem imagens com aparelhos tão simplificados como, por exemplo, os telemóveis.

 

30 de Setembro – Actividade de Câmara obscura

Com esta atividade pretendemos apresentar o fenómeno ótico pelo qual se consegue formar uma imagem, sem recorrer a elementos óticos. Este fenómeno, manifestação do caráter linear da luz, diz-se poder ter sido a fonte de inspiração para desenhos paleolíticos que se encontram em cavernas e poderão também ter tido um papel na construção de estruturas neolíticas. Os princípios da câmara obscura foram sendo utilizados para investigação científica, nomeadamente da observação astronómica e explicação de fenómenos óticos, e também como forma de entretenimento e de auxilio às artes (pintura). Para esta atividade propomos então montar uma tenda obscura e também construir uma câmara obscura portátil.

7 de Outubro – Actividade de Fotograma

Nesta atividade manipularemos materiais fotossensíveis e os reagentes químicos que permitem a fixação de uma imagem num suporte. Os fotogramas são feitos segundo um processo sem recurso a uma câmara e teve origem nos primórdios das experiências fotográficas. William Henry Fox Talbot desenvolveu esta técnica para construir os seus “Shadowgrams” (desenho de sombras) ou desenhos fotogénicos, mas foi Man Ray que o popularizou com os seus chamados “Raygramas”. Esta técnica produz uma imagem negativa que se obtém colocando objetos directamente sobre uma superfície fotossensível, num quarto escuro, expondo-a de seguida a uma fonte de luz. Resulta da revelação do papel o registo da interacção da luz com a superfície fotossensível, que ao ser obstruída no seu percurso pela interposição de objectos, mais ou menos opacos, delineiam as suas silhuetas e formas. Pode-se também recorrer a folhas de acetato de dimensão similar às folhas de papel fotográfico onde se poderá pintar, ou realizar colagens, tendo por base uma imagem colocado por baixo que se tentará replicar.

 

14 de Outubro – Actividade de Cianotipia

A cianotipia resulta da fotosensibilidade do sais de ferro que criam imagens de tom ciano (azulado). Foi desenvolvida pelo químico e fotografo John Herschel por volta de 1839-42. Tornou-se popular como um processo simples e barato de criação de cópias em larga escala de projetos de engenharia, mas também pode ser utilizado para fotografia, que é a aplicação que aqui vamos explorar. A técnica é muito similar à utilizada nos fotogramas, sendo que neste caso a tonalidade azul irá conferir um caráter diferenciador.

Público-alvo: crianças entre os 8 e os 12 anos (fazendo-se acompanhar de 1 ou mais acompanhantes)

Lotação: mínimo 6 crianças; máximo 10 crianças

Inscrição: feita para o seguinte email – servicoeducativo@encontrosdaimagem.com com os seguintes dados: nome da criança, idade da mesma e nome(s) do(s) acompanhante(s) até sexta-feira anterior.

Necessário enviar por email um retrato seu para se trabalhar no dia do Workshop (aquando da inscrição) e trazer no dia 5 molas da roupa ou de outro tipo

 

21 de Outubro – Actividade de Lightpainting

Com esta atividade vamos trabalhar o elemento fundamental para todos os processos fotográficos: a luz. Esta técnica pode ser descrita resumidamente como a registo em longa exposição de uma fonte de luz em movimento. A fonte de luz pode estar em movimento para iluminar um objecto ou cenário, ou então para direcionada para a câmara fotográfica desenhar o movimento da fonte de luz ou registar o movimento da câmara em relação a essa mesma fonte de luz.

Esta técnica serve finalidades científicas e artísticas. Um dos mais destacados artistas a recorrer a esta técnica foi Pablo Picasso, onde desenhava no ar recorrendo a uma lanterna sendo o rasto de luz registado pela câmara de Gjon Mili.

Público-alvo: crianças entre os 8 e os 12 anos (fazendo-se acompanhar de 1 ou mais acompanhantes)

Lotação: mínimo 6 crianças; máximo 10 crianças

Inscrição: feita para o seguinte email – servicoeducativo@encontrosdaimagem.com com os seguintes dados: nome da criança, idade da mesma e nome(s) do(s) acompanhante(s) até sexta-feira anterior.

 

28 de Outubro – Actividade de Pinhole

Esta atividade propõe-se reunir o caráter óptico da luz observado, com a câmara obscura, com a fotosensibilidade dos materiais, culminando assim esta série de atividades com a obtenção de uma imagem fotográfica.

Público-alvo: crianças entre os 8 e os 12 anos (fazendo-se acompanhar de 1 ou mais acompanhantes)

Lotação: mínimo 6 crianças; máximo 10 crianças

Inscrição: feita para o seguinte email – servicoeducativo@encontrosdaimagem.com com os seguintes dados: nome da criança, idade da mesma e nome(s) do(s) acompanhante(s) até sexta-feira anterior.

Necessário trazer no dia do Workshop uma caixa (por exemplo de sapatos, cereais, bolachas, ou outra semelhante)