Álvaro Gómez Pidal

Like Manolete on the eve of his death

Jerusalém, 1948. Na noite de 5 de janeiro, poucas semanas após a votação da separação da Palestina britânica colonial, o hotel Semiramis foi bombardeado. Era um pequeno hotel familiar na área de Qatamon. O ataque foi levado a cabo pela milícia sionista Haganah, suspeitando que o hotel poderia estar a esconder comandantes palestinos. E apesar de terem encorajado os locais a desocupar as suas casas para que pudessem entrar nelas, a estratégia da milícia Haganah não resultou. Muitos civis acabaram mortos naquele ataque, incluindo o vice-consul espanhol Manuel Allendesalazar, meu tio-avô. Em junho de 2015, fui convidado para o festival de cinema estudantil de Tel Aviv. Durante uma semana fui acompanhado numa visita guiada à "Terra Santa". O que originou um complexo conjunto de perceções que se desenvolveu como um mosaico ao longo de três visitas entre 2015 e 2017. Através de diferentes técnicas, vários tipos de media, arquivo, colagem e outros formatos, este projeto explora a experiência pessoal na tentativa de entender o que levou ao assassinato de Manuel, à criação do Estado de Israel, e a luta palestina num processo pós-colonial . Combinando presente e passado. A minha perspetiva das viagens e da pesquisa funde-se com os últimos dias de Manuel numa interpretação livre. “Like Manolete on the eve of his death” (referindo-se a um famoso toureiro que tinha acabado de falecer) estava ironicamente entre as últimas frases ditas por ele. (O vídeo em anexo é apenas uma amostra que contém algumas das imagens do trabalho final e que inclui a construção de uma maquete do Hotel Semiramis).

  • Álvaro Gómez Pidal nasceu em Madrid uns meses antes da queda do Muro de Berlin. Interessado na artes, desistiu de psicologia na universidade e começou a desenvolver o seu amor e paixão por fotografia. Isso levou a um curso superior em imagem, onde descobriu o mundo da câmara escura e da fotografia tradicional, ao mesmo tempo que se interessava por iluminação para imagens em movimento e fixas. De seguida começou a estudar na ECAM, Madrid Film School. De momento trabalha com os dois formatos, sendo que têm os dois tanto em comum. Álvaro acredita que a pintura tem uma grande influência no seu trabalho tanto na composição como na percepção de uma imagem. A sua maior referência é o pintor Edward Hopper. As suas referências na imagem em movimento são Sven Nykvist e Nestor Almendros. Enquanto que em fotografa são Elliot Erwitt, Saul Leiter, Martin Parr, Josef Koudelka, Brassai.Mas a sua maior influência, não pelo tema fotográfico mas sim pelo amor e paixão pela fotografia é a Cristina García Rodero (Magnum Photos), pois teve o prazer de trabalhar no seu estúdio. O scanner que utiliza para digitalizar o seu trabalho, foi uma prende dela, de uma fotógrafa e de um ser humano maravilhoso.

     

     

    Exposição:

     

    Galeria do Paço da UMinho

    Segunda a Sábado: 10h00 - 18h00

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