Benjamin Rasmussen

The Land That Never Has Been Yet

A identidade americana é excludente. Na edificação do país, a cidadania era limitada a “brancos livres”. As leis evoluíram, mas esse conceito básico não. O igualitarismo na América não é uma flor que desabrocha suave e lentamente. Todo e qualquer passo nessa direção resultou de uma batalha feroz travada nas ruas e nos tribunais. The Land That Never Has Been Yet analisa esse legado. O trabalho centra-se nos desdobramentos da supremacia branca, tanto nas comunidades nas quais o poder foi negado, como na violência daqueles que defendem o status quo. As imagens deslocam-se desde o deserto da fronteira dos Estados Unidos / México até às ruas repletas de protestantes em Ferguson, Missouri, ou até à Casa Branca de Trump. A acompanhar as imagens estão os textos de Frank Wu, um importante académico na área da discriminação racial e direito, e presidente do Queens College na cidade de Nova York. A exposição que se propõe combina vários elementos deste trabalho. Alguns são físicos, como jarros de água deixados por migrantes da América Central durante a travessia terrestre e mortífera para os EUA. A maioria dos elementos é fotográfica, incluindo fotos tipo Polaroid que mostram os descendentes vivos de Tom Whiteshirt, o único sobrevivente de uma comunidade de indígenas americanos massacrados em 1864. Uma segunda tipologia concentra-se nas pessoas que protestam contra o assassinato de Michael Brown, um homem negro, morto pela polícia. A exposição fecha com retratos de rainhas de concursos de beleza, pertencentes às comunidades que inicialmente viram negada a cidadania por causa da cor de pele, e que agora celebram a sua identidade. Esta obra terá um livro publicado pela GOST em meados de 2021.

  • Exposição:

     

    Galeria do Paço da UMinho

    Segunda a Sábado: 10h00 - 18h00

logo for The Land That Never Has Been YetThe Land That Never Has Been YetThe Land That Never Has Been YetThe Land That Never Has Been Yet