Bruce Gilden

Syracuse

[…] Andei por Syracuse, e após alguns dias de exploração encontrei um canto movimentado no centro da cidade. Na esquina entre a rua S. Salina e a East Fayette, descobri rapidamente que Syracuse tinha mais deficientes mentais por metro quadrado do que qualquer outro lugar que houvera visitado antes. De repente, vi ali uma grande oportunidade de fazer um trabalho interessante. Todos os dias à tarde esses homens e mulheres deixavam os seus empregos e reuniam-se na paragem de autocarro com as suas lancheiras em mãos, para esperar o autocarro que os levaria de volta às suas casas. Muitos deles tinham a possibilidade de viver em casas compartilhadas com outras pessoas como eles, em vez de morar em instituições de assistência social, e isso dava-lhes uma sensação de independência e realização. Não demorei muito para fazer amizade com eles. Eles gostaram de ser notados e apreciaram a atenção. A atitude deles foi ótima e eles gostaram bastante de ser fotografados. Aquela esquina era como o paraíso para mim, não me importava mais com os restantes acontecimentos em Syracuse. Durante um mês fui lá quase todos os dias, embora tivesse que retornar a Nova York uma ou duas vezes para reabastecer o meu vício daquela época, mas logo de seguida voltava.

  • Exposição:

     

     

    Theatro Circo (Braga)

    *Até ao dia 23 de Outubro

    Segunda a sábado, 14h30 – 18h30

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