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Distant Thunder

Mariya Kozhanova

Exposições
13 Set 2019 > 27 Out 2019
Mosteiro de Tibães

A região de Kaliningrado é um pequeno enclave com uma história longa e ambivalente, separado do continente russo por todos os lados. Antes da segunda guerra mundial, era território alemão, o coração da Prússia Oriental. Após o fim da guerra, tornou-se parte da União Soviética. Quando os últimos cidadãos alemães foram forçados a deixar esta terra, muitas pessoas de outros países soviéticos foram enviadas "através de distribuição" para construir uma nova história deste lugar. Três gerações estavam a construir as suas vidas nesta terra, e de certa forma ainda permanecem "estrangeiros". Este pedaço esquecido de terra tinha enfrentado duas grandes potências do mundo que um dia demonstraram tanto os seus ideais supremos como as suas ambições soberanas, e que agora se tornou uma parte vergonhosa da linha de tempo da humanidade. Tornou-se uma alegoria - aqueles lembretes silenciosos de épocas que tiveram lugar não há muito tempo atrás. Tempos de grandes ideais que davam às pessoas uma orientação para as suas vida, enquanto estas trabalhavam para a mais elevada premissa do bem comum, a de deixá-las ansiar pela eternidade. Mas a grandeza que se ficou a dever às pessoas pelo seu trabalho duro e dedicação nunca foi devolvida. Ficou perdida nas páginas da história como a grandeza do Regime ou a grandeza de Deus. Agora ficamos presos em constantes transições, não tendo mais no que  acreditar, em tempos repletos de dúvidas e incertezas. É como um rosto marcado pelo terrível sublime do passado, uma memória de geração. Esse sentimento de incerteza não vem apenas do facto de um dia terem existido ideais nacionais que nos trouxeram o Holocausto e os campos de concentração, mas também porque lembrando o sofrimento das perseguições, ninguém poderá garantir que não acontece novamente. Isso ensina as pessoas boas a viver a vida das "pequenas ações", cultivando a paz dentro delas, acreditando que nada grande e perigoso poderá acontecer. Enquanto isso, espirais de tempo giram e vem o momento em que é hora de tomar coragem de olhar para o futuro mesmo tendo que gerir o passado.

  • Mariya Kozhanova

    Rússia

    Mariya Kozhanova nasceu em 1986 em Kaliningrad na  Russia. Neste momento trabalha e vive e, Berlin, como fotografa de retrato ambiental. Durante 2007, esta teve aulas de fotografia na Kaliningrad Union of Photographers, estudando técnicas de camaras analógicas. Mariya é membro da Kaliningrad Union of Photographers e da World Press 2016 Joop Swart Masterclass alumni. O seu trabalho já este exposto várias vezes:  FotoFest Houston, Kiyosato Museum of Photographic Arts, Tokyo Metropolitan Museum of Photography, Seoul Photo Festival, Paraty em Foco Festival, Festival de la Luz, Singapore International Photography Festival, Kaunas Photo, Photovisa, Les Boutographies, Tokyo Photographic Art Museum, Hellerau Photography Award, Backlight, Brandts13, Galerie Alles Mögliche Berlin, Museo Histórico Buenos Aires, Fotomuseum Winterthur, entre outros. Para além das exposições o seu trabalho foi publicado em diversas revistas e jornais in Le Monde Magazine, New York Times Lens Blog, Vision Magazine China, Foto Magazine Czech Republic, Emerge Magazine Germany, fotoMAGAZIN Alemanha, assim como em várias edições da  SHOTS magazines, entre outros.