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Where the River Runs Through

Aaron Vincent Elkaim

Exposições
11 Set 2020 > 31 Out 2020
Galeria do Paço da UMinho

Os planos para o Complexo da Barragem de Belo Monte começaram em 1975 no auge de uma ditadura militar no Brasil. Iria ser construído no rio Xingu, lar da primeira reserva indígena do Brasil. Em 1989, os Kayapo, uma tribo de guerreiros temendo pela saúde do rio que os sustentava, montou uma campanha pública massiva em oposição a esta  construção. Os financiadores internacionais prontamente retiraram o seus apoios e o projeto foi arquivado. Em 2007, o Brasil anunciou o Programa de Crescimento Acelerado. Um dos pilares foi a construção de mais de 60 grandes projetos hidroelétricos na Amazónia nos 15 anos que se seguiam, com Belo Monte em primeiro plano. A energia gerada abasteceria iniciativas de mineração e movimentaria cidades a milhares de quilômetros de distância. Quase concluída, Belo Monte é considerada a quarta maior barragem do mundo, e desalojou  quase 40.000 pessoas. As barragens hidroeléctricas são apontadas como fontes limpas e renováveis de energia, porém o impacto das grandes barragens é imenso, são centenas de quilómetros quadrados de terras inundadas e ecossistemas fluviais transformados permanentemente, reservas de peixes devastadas, e alterações na qualidade da água da qual os povos dependem. Na Amazónia, são libertadas grandes quantidades de metano, um poderoso gás de efeito estufa, enquanto novas infraestruturas, população e crescimento económico abrem as portas da floresta para o aumento da extração de madeira, mineração e agricultura. O resultado é uma erosão acelerada da Floresta Amazónica e o sacrifício de culturas e comunidades que dependem dos ecossistemas fluviais e florestais para a sua subsistência. 

  • Aaron Vincent Elkaim

    Aaron Vincent Elkaim é um fotógrafo canadiano. O seu trabalho tem como foco as narrativas cultural - ambientais que examinam a relação entre o homem e o mundo natural, num cenário de desenvolvimento e colonialismo. Equilibrando a natureza subjectiva da fotografia e uma procura pela verdade, Aaron constrói narrativas visuais que explicam a necessidade de protegermos o mundo natural e questionam a nossa relação com este.  O trabalho de Aaron tem sido premiado e reconhecido por um número de instituições tais como : American Photography, Lens Culture, the Magenta Foundation, Photolucidia, PDN, the Lucie Awards, e a Society of Publications Designers Awards entre outros. Aaron recebeu várias bolsas do Canada Council for the Arts, The Alexia Foundation, The Ontario Arts Council e do Toronto Arts Council. O seu trabalho tem sido exposto internacionalmente e publicado pelo The New Yorker, The New York Times, TIME Magazine, The Wall Street Journal, GEO, Le Monde, The Sunday Times Magazine, The Globe e Mail.