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No Women No Gree

Gloria Oyarzabal

Exposições
13 Set 2019 > 27 Out 2019
Mira Fórum

Os impérios, pela sua própria natureza, encarnam e institucionalizam a diferença, de igual forma entre metrópole e colónia, e entre assuntos coloniais. O imaginário imperial inunda a cultura popular. Repensando o género como uma construção ocidental: o mapeamento pós-colonial das distintas abordagens europeias sobre o feminismo que tem vindo a desenvolver a questão da “mulher” nas últimas décadas, maioritariamente a mulher ocidental, e não sendo uma adequada lente para a observação da sociedade africana. Precisamos de olhar o imperialismo, colonização e outras formas globais e locais de estratificação,  que conduzem à conclusão de que o género não pode ser separado do contexto social e de outros sistemas de hierarquia. Assim, os três conceitos centrais que têm sido os pilares do feminismo (mulher, género, solidariedade feminina) só são compreendidos com uma cuidadosa atenção à família nuclear da qual elas são oriundas. Os conceitos feministas surgem a partir da lógica de uma família nuclear patriarcal, que é uma forma familiar que está longe de ser universal. Podemos supor que as relações sociais em todas as sociedades estão organizadas em torno da diferença sexual biológica? Será o corpo masculino nas sociedades africanas visto como normativo e, portanto, um canal para o exercício do poder? Uma das consequências do eurocentrismo é a formação racial de conhecimento: A Europa é representada como fonte de conhecimento e os europeus, consequentemente, como pensadores. Para além disso, o privilégio masculino como parte essencial da ética europeia está implícito na cultura da modernidade. E se os modelos de modernidade nos trazem uma nova visão do “outro”? O género é, acima de tudo, uma construção sociocultural. Talvez compreendendo a História sejamos capazes de superar a atribuição social e simbólica apenas pela diferença de sexo e abrir o leque a outros fatores em relação à construção da identidade. Explorar interseções entre género, história, criação de conhecimento.

  • Gloria Oyarzabal

    Reino Unido

    Gloria Oyarzabal nasceu em 1971 em Londres.
    Em 1993 tirou o curso de Restauração e Conservação de Obras de Arte e em 1998 tirou uma licenciatura em Belas Artes pela Universidade Complutense de Madrid. Entre 2001 e 2010 deu aulas de Análise de Formas na IADE.
    Gloria Oyarzabal fundou e foi programadora da Sala de Cinema Independente “La Enana Marrón” entre 1999 e 2009. Este espaço foi dedicado à difusão de cinema de autor, independente, experimental e alternativo. Desde o ano de 1996 que leciona workshops de curtas-metragens experimentais, documentais e de autor. O seu trabalho foi premiado diversas vezes: Format Foto Festival, Fotofestiwal, Organ Vida Festival, Kaunas Foto Festival, Voies Off Arles, entre outros. Para além disto já teve o seu trabalho exposto em várias exposições individuais e coletivas.  Na edição de 2018 dos Encontros da Imagem, Glória foi vencedora do prémio Discovery Awards 2018 e terá uma exposição a solo na edição deste ano do festival.